25 de setembro de 2011

Dia #5 - Charleston, SC

Fort Sumter, no estuário de Charleston, onde foram disparados os
 primeiros tiros da Guerra Civil
Hoje o dia foi de muitos passeios, principalmente a pé.

Charleston é plana como uma mesa e passear a pé ou de bicicleta é muito bom, exceto pelo calor e umidade  sempre presentes. Calculo que tenhamos andado mais de 10 km pelos passeios todos.

Mills House, o prédio mais alto do centro histórico de Charleston
A cidade é MUITO bonita e nota-se que foi muito rica e, ao contrário de Savannah, sua contemporânea, continua riquíssima.

Calçamento de pedras arredondadas
Há casas projetadas por arquitetos de várias nacionalidades - franceses, ingleses, americanos, russos e outros. As casas são realmente muito bonitas e não possuem uma unidade arquitetônica muito grande, ao contrário de Savannah.

Placa com a história da declaração de secessão
A guerra de secessão começou lá - a Carolina do Sul foi o primeiro estado a sair da União, tendo assinado o documento em Charleston. E também foi disparado o primeiro tiro da guerra: o Fort Sumter, uma ilha no meio do rio, aderiu aos confederados e foi arrasado pelos canhões da União.

Estátua de George Washington
A cidade nunca foi tomada pela União e nota-se que há uma ligação muito grande de sua população com o seu passado. SEMPRE há alguma menção ao seu passado confederado.

Casa do século XVIII - ainda em uso, claro
Andamos bastante pela cidade até que decidimos almoçar no famoso Hyman's, restaurante especializado em frutos do mar. A comida é excelente, mas o cardápio é imenso e confuso. E, para piorar, o sotaque do pessoal do sul é terrível e entende-se muito pouco. O lugar é decorado com muitas fotos de gente famosa que já comeu por lá, dentre eles o astronauta Neil Armstrong que tem escrito embaixo de sua foto algo como "pisou na Lua e também no Hyman's". A comida é boa e vale a visita.

Parque na Waterfront St.
Saindo de lá não suportamos o calor e paramos para tomar um suco no Toast!, uma lanchonete/restaurante que, segundo o New York Times, tem um dos melhores café da manhã dos EUA. Bom, isso não sabemos, mas o lugar é bem legal e o serviço foi bem cortes. E olha que só tomamos sucos e água!

Casa com varanda e fonte
Vimos muitas residências por fora e uma delas, aberta à visitação pública, por dentro também. É a casa de um comerciante que lá nasceu e viveu, entre meados do século XVIII e começo do século XIX, chamado Nathanael Russel.

A casa está em excelente estado de conservação. A escadaria, toda de madeira e sem nenhum prego, toda encavilhada, resistiu a incêncios, terremotos, donos descuidados e até a um tiro de canhão. Todos os objetos mostrados na casa são de época, embora poucos sejam da própria casa. Não tiramos fotos, pois não é permitido.

Depois desta visita voltamos ao Toast! para mais uma rodada de água e suco de laranja. O calor e a umidade são quase insuportáveis.

O Yorktown, centro do Patriots Point, e canhão naval de 10"
De lá pegamos a moto (estamos com apenas a moto do Carlos porque encontrar uma vaga de estacionamento  em Charleston é muito complicado!) e seguimos para o Patriots Point, um museu naval e marítimo onde está aberto à visitação o porta-aviões Yorktown que serviu durante a Segunda Guerra Mundial, durante o período da Guerra Fria e na Guerra do Vietnã, tendo sido constantemente reformado e atualizado até a sua aposentadoria nos anos 1990.

Um Hellcat no hangar do Yorktown
O Yorktown era uma verdadeira cidade flutuante com uma tripulação de cerca de 3.400 oficiais e marinheiros. Durante seu tempo de serviço o porta-aviões recebeu reconhecimento presidencial e onze condecorações na II Guerra Mundial e outras quatro pela guerra do Vietnã.

Cantina dos oficiais do submarino Clamagore
A visita é muito interessante porque mostra como era o dia-a-dia da tripulação. Tarefas comuns como lavanderia, correios e cozinha são mostrados em detalhe e com a mesma importância das tarefas tipicamente militares. Muito bacana este enfoque.

Convés de vôo do Yourktown, com alguns dos jatos expostos
No convés de voo há diversos jatos e um helicóptero. No hangar também estão diversos caças da II Guerra Mundial, da Guerra da Coréia e do Vietnã. Quem quiser pode experimentar a sensação de pouso no convés do porta-aviões por 5 dólares: há um simulador no museu.

USS Clamagore (SS343)
Visitamos também o submarino Clamagore (SS-343), classe Guppy, construído logo após a II Guerra Mundial, que está sendo reformado. A visitação ainda é possível e, assim como no Yorktown, mostra muito bem o cotidiano dos submarinistas.

Sala de torpedos de proa
A Jackie adorou por em prática tudo o que aprendeu assitindo o seriado "Viagem ao Fundo do Mar". Nâo fosse isso certamente não conseguiria passar por todas as portas-estanques e subir e descer as escadas... hehehe!

Phantom F4 no convés de vôo, com a "ilha" ao fundo
De lá fomos ao Jestine's Kitchen, restaurante muito recomendado pelo O Guia e que valeu cada centavo do "fried okra" (quiabo empanado), "banana pudding" e pelo "devil's food cake". Um espetáculo! O restaurante é superconcorrido e as  filas são enormes nos horários de pico. Há atée uma camiseta a venda com a seguinte frase: "I survived the line at Jestine's" ou "eu sobrevivi a fila do Jestine's". Isso porque a fila é formada na calçada, do lado de fora... já disse o quanto Charleston é quente e úmida? Bom, não custa repetir que é quente pra #%@*& e úmida pra *&%$#!

Voltamos pro hotel. Depois de toda a caminhada de hoje, amanhã a viagem será longa... Inté!

2 comentários:

  1. Great pictures! I just got an email from some friends que voces conheceram, Bobby and David Besenfelder. Have a safe trip and enjoy the road. Cheers, Katia

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  2. Hi, Katia!

    Thanks for your message, we are surely enjoying it.

    Please send Bobby and David our regards.

    Carlos

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