28 de dezembro de 2015

Maria Escaleira - restaurante polonês





Apesar de gostarmos muito de cozinhar, também gostamos de comer em bons restaurantes. É, acho que gostamos, mesmo, é de comer...

Armados do Dois-por-Um, livro de cupons de descontos maravilhoso de nossa amiga Rita Grimm  resolvemos tentar um restaurante polonês (eles se auto-intitulam o único de Sampa) na Mourato Coelho, em Pinheiros.

Chama-se Maria Escaleira. A comida - e as vodkas - são típicas polonesas, além de alguns pratos compartilhados com outros países da região, como o strogonoff e os varenikes, que eles chamam de piroijke.

Foi uma surpresa agradabilíssima.



Comida genial, belíssima decoração, serviço honestíssimo (isto é difícil hoje em dia e só será solucionado quando a engenharia genética avançar mais*), preço justíssimo, porções pra sair sem fome. E toca jazz de alta qualidade o tempo todo (tocou até Django Reinhardt), em volume baixo, sem atrapalhar a conversa.



O dono - que é polonês e fala pouco português - deve gostar muito de Jazz, já que oferece, sem couvert artístico, jazz ao vivo às 6as e sábados a partir das 20:30 h.

Pedimos uma entrada de bolinhos fritos de batata acompanhados e um molho de pimenta agridoce, mais doce do que agri, deliciosos.

A Jackie pediu strogonoff (salvo engano, seu prato preferido) e eu fui no piroijkes de espinafre. A comida é saborosíssima, com tempero bem caprichado e sem medo de ser feliz. A massa do piroijke estava al dente, realmente excelente.



Devido ao meu veganismo, não provei do strogonoff, mas provei um dos melhores purês de batata de minha vida, puxado no azeite de gergelim e com muitas sementes dele, fantástico. Também provei uma espécie de cole slaw que o acompanha, menos doce que o americano.



Experimentamos, também, as sobremesas, que não são feitas lá. A Jackie pediu um bolo de chocolate, parecido com o Devil's Food Cake, só que mais seco, e eu fui de creme de cupuaçu. Ambos geniais.

O café é da Illy, muito, muito bem tirado.

Recomendamos muito o restaurante. Fica na Mourato Coelho, 53, (11) 2364-9913. Site: http://www.mariaescaleira.com.br/

19 de agosto de 2015

The Jane NYC e o Chelsea/Meatpacking

Não acreditamos que os posts de NYC ficariam completos sem mencionarmos o The Jane, um hotel MUITO diferente de tudo que você pode pensar...

Quartos minúsculos, banheiros coletivos, hóspedes no mínimo estranhos (como nós...), malas guardadas no térreo, bicicletas - gratuitas - à disposição dos hóspedes, um parque estadual imenso ao lado, vista privilegiada do Rio Hudson e New Jersey, localização incrível (no meio do Chelsea/Meatpacking) e... preço fantástico por tudo isto!

O site deles fica aqui. No site há fotos dos quartos, história do hotel, etc.

Em 2012 tentamos reservar um quarto com umas 3 semanas de antecedência - estava tudo lotado. Aconselhamos reservar com pelo menos um mês de antecedência.

O hotel foi construído no começo do século XX pelo Sindicato dos Marinheiros do Porto de NYC. O porto, mais tarde, mudou-se para Staten Island e o sindicato vendeu o prédio, que teve história turbulenta até tornar-se o que é hoje, um hotel totalmente cult. Até os bell boys, todos extremamente simpáticos, são cult...

O bar do terraço do The Jane
 O bar, visto nestas fotos (neste post vou colocar a versão em cores e também a P&B, que eu gosto mais), fica no 6º andar e bomba com uma moçada diferente às 3ªs, 5ªs e sábados. Decoração de época completa o ambiente, agradabilíssimo.



 Os banheiros - exceto por uma única suíte - são coletivos, mas são imaculadamente limpos. Os quartos, como os bunks de marinheiros mercantes, são minúsculos, com duas beliches, ar condicionado e só. Suas malas ficarão guardadas no térreo.

O café da manhã é cobrado à parte e servido em um restaurante francês metido a marroquino, o Gitane, que fica no térreo. É muito bom e vale a pena comer lá. Mas, outras opções de comida não faltam na região, um bairro extremamente boêmio e, ao mesmo tempo, tranquilo.

Vista do Rio Hudson do bar do terraço, e o parque em primeiro plano
 A vista do 6º andar é privilegiada, como pode ser visto acima. New Jersey fica do outro lado. O parque que se vê em primeiro plano estende-se por uns 10 km ao longo do rio, tem até campo de golfe, quadras de tênis, museu do Intrepid, ciclofaixa, faixa de corrida, o escumbau.


Moto Royal Enfield com side car - é de uma pizzaria/cervejaria que faz entregas
 A região onde fica o hotel chama-se Chelsea e/ou Meatpacking District. Recuperada há umas duas décadas após longa decadência, hoje é o point da moçada (inclusive nós) descolada. Cervejarias artesanais, pizzas inacreditáveis e baratas, bares que parecem escritórios dos frequentadores, motos e carros incríveis pra todo o lado, turistas, locais, tudo muito legal.

A região também abriga o Highline, elevado (férreo e menor que o paulistano) transformado em parque.



 Esta Enfield de entrega de pizzas diz tudo, né?

Taí a bichinha, firem e forte




 A região é delimitada, a leste, pela 8th Avenue e a oeste pelo Hudson. Tem muita coisa legal nesta avenida mas, para quem gosta de fotografia de rua como eu, o melhor são as pessoas passando.

8th Avenue
 As ruas em geral são muito calmas, com muitas árvores, muitos cachorros e muitas, muitas bicicletas e ciclofaixas. Nesta região encontramos os maiores locais de bikes do Citibank. Em um deles, ao lado do Chelsea Market, contei um point do Citi com mais de 150 bikes de aluguel. Um sucesso.


Uma das transversais, larga, tranquila e arborizada



Uma confusão muito bem ordenada


Na calçada da 8th Avenue


31 de julho de 2015

Coney Island, o burlesco de NYC - 19/07/2015

Escolhemos o domingo, dia mundial da farofada, para irmos a Coney Island, um ícone inconteste e insuperável nesta modalidade de diversão.

Parques de diversão, cachorros-quentes emblemáticos, montanhas-russas fantásticas e históricas e, principalmente... gente divertida!

Farofa é farofa em qualquer parte...
 A praia é bem limpa, havia sinais nítidos de que passam o trator - bem passado - todos os dias. Ir à praia significa levar um monte de tranqueiras e comidas - e isto suja o local.


A praia
 A faixa de areia é bem grande, bem sinalizada e com salva-vidas em todo o lugar. Domingão de sol, claro, o local estava lotado. Somente esta faixa aí, mais próxima do deck de madeira, é que ainda tinha algum lugar.
Segurança de deck e pier
O deck de madeira é enorme, assim como alguns piers que entram mar adentro. O pessoal pesca, toma sol, não faz nada nestes lugares. E sempre tem um segurança olhando tudo. Vimos esta aí dar uma chamada num cara que estava fumando - é, não pode fumar na praia, no deck ou nos piers. E ameaçou o cara de multa se ele não apagasse o cigarro imediatamente.
Um dos piers
  
Curtindo o domingão de sol









Nos decks há uma atração irresistível com o forte calor: chuveirões. Dá pra se refrescar, pra lavar as crianças (imundas, a esta altura), cadeiras de praia, isopor (aqui, são de fibra de vidro), etc.

Chuveirão em ação - ao fundo, posto dos salva-vidas, estilo década de 1960
 Aí vai uma visão da praia, com o pessoal no mar e na areia.
 
Na praia, propriamente dita
 Coney Island não seria Coney Island sem os parques de diversão. O mais famoso é o Luna, que abriga a montanha-russa mais antiga da América, a Cyclone. Feita em madeira, dá a sensação, quando se anda, que vai cair, além dos rangidos assustadores da madeira.

Foi transformada em monumento, após ser restaurada. E funciona, ok?

Cyclone, em toda a sua grandiosidade

Vista da rua, bicicleta e Cyclone
 E, no verão, Coney Island é uma festa de cores. Não bastasse os frequentadores, os bares e restaurantes abusam das cores chamativas.

Cores pra todos os lados
 As famílias chegam em grandes números para aproveitar o verão. Ainda mais em época de férias escolares, quando os miguelitos tornam o ambiente doméstico ainda mais insuportável.

Chegando...
 Este local aí embaixo é o Nathan's, que se autoatribuiu o título de criador do hot dog. A Jackie provou e gostou.

Call the cops!

30 de julho de 2015

18/07/2015 - um sábado chuvoso

Hoje choveu, nada de muito forte, mas ficou caindo água, esporadicamente, e só em alguns lugares (normalmente onde estávamos).

Aproveitamos pra fazer alguns passeios curtos pela cidade, concentrando nossas atenções na região do Bryant Park e a Public Library.

Nome da estação de metrô, em azulejos decorados e em alto-relevo
 Uma coisa que o metrô daqui está restaurando são os nomes das estações, originalmente feitos em alto-relevo e em azulejos. E às vezes em mosaicos. Este aqui chamou-nos a atenção pela beleza embutida na simplicidade.
Poeta
 Paramos alguns minutos no Bryant Park para apreciar a beleza do lugar. E aí aproximou-se o poeta acima, interessadíssimo em contribuições financeiras para seu sustento. Após sua ode à beleza da Jackie e nosso amor incondicional - claro, evidente estava - ele ganhou 2 dólares, honestamente (poderia estar roubando, matando, estuprando, etc...). Ao fundo, mais próximo o Bryant Hotel. Eles contribuíram fortemente para a conservação do parque que, há uns 20 anos, era a crackolândia de NYC. Hoje é um local agradabilíssimo. Mais ao fundo o Empire State Building.
Fotos de um casamento na porta da Public Lybrary
 Passeamos pela Public Lybrary, acervo fantástico e 88 pontos de coleta/devolução/leitura em Manhattan. É o maior prédio do mundo, quiçá da América, totalmente - é, totalmente, seus pobres! - construído em mármore. Quando inaugurado, no começo do século XX, possuía um sistema de retirada de livros pneumático.

Claro, há aulas - grátis - de esgrima, conforme o cartaz acima. Claro, os noivos poderão, muito em breve, precisar delas. Sim, noivos. Tão bregas quanto nós, eles também tiram fotos de noivos, padrinhos, etc. em locais públicos, assim como fazemos no Ibirapuera, aqui em Sampa.
Pizza de mão
Sem muita inspiração para o almoço, resolvemos comer pizza no boteco em questão. Pizza linda, vendida em pedaços, que são assados (ou melhor terminam de ser assados) para cada cliente.
Uma das 117 plataformas da Grand Central Station
 Como americano sempre faz as maiores coisas do mundo, a Grand Central Station não poderia ficar atrás. Talvez hoje nem mais seja a maior do mundo. Mas, pra gente, ter 117 plataformas num lugar no meio de Manhattan significa alguma coisa.
Flatiron Building
 Ainda andando, fomos até o Flatiron District, assim nomeado em função de um edifício ali construído e que tem a forma de um ferro de passar roupas (flat iron). Nunca foi o mais alto de NYC, mas sempre foi emblemático, por motivos bem evidentes. Foi um edifício que marcou época - pela primeira vez na metrópole, os andares altos eram mais caros que os baixos. Motivo: foi o primeiro a ter elevadores!!!
No Eataly
Bem em frente fica o Eataly. Ainda não fui no de Sampa, mas irei, só pra comparar. Comemos neste restaurante de pasta. Todos eles (acho que são 5) são meio que fast food, mas é de ótima qualidade (o preço é um pouco salgado para fast food, mas a comida é muito boa).

Na mesa, além do azeite e pão, servidos como couvert, a cerveja IPA italiana (Shark Head, deliciosa) e uma água com gás aromatizada (os americanos chamam de sodas, refrigerantes, o que, para mim, parece correto, mas vai dizer isto pra um italiano...).

A variedade de produtos lá oferecida é imensa, idem para a qualidade. Não dá pra reclamar de nada. Havia um curso de pizzas (massa, molho, coberturas, etc.) mas, infelizmente, estava lotado. Fica pra próxima.

25 de julho de 2015

Dia puxado: Governor's Island, Harlem, Empire State - 17/07/2015


No ferry para Ellis Island

Uma das inúmeras áreas arborizadas na ilha. Estes prédios são todos residências e instalações militares.

Dia puxado hoje: fomos a lugares bem diferentes e bem distantes.

Inicialmente, pegamos o ferry no sul de Manhattan em direção a Governor's Island. A ilha, até o começo do século XX, não passava de um rochedo ao sul de Manhattan, na foz do East River.

Aproveitando o entulho da escavação do metrô de NYC, a prefeitura resolveu criar um quebra-mar e ampliar a ilhota que, posteriormente, abrigaria um parque. A idéia deu certo - foi a primeira vez que se tentou este tipo de obra de engenharia (o autódromo de Montreal tb é uma ilha artificial dentro do São Lourenço) - só que, aí, o exército americano resolveu que precisava de um quartel e um centro de treinamento de recrutas em NYC e solicitou a ilha.

Deu briga e, no fim, o exército ganhou. A ilha foi comprada de volta ao governo federal americano pela prefeitura de NYC, pelo preço simbólico de US$ 1.00, durante o governo Clinton. Hoje a ilha é um parque, como na idéia original, e com muito mais atrações.

As diversas casas dos militares são cedidas a artesãos que produzem suas obras e/ou promovem cursos de artes diversas. Aos sábados, há concertos gratuitos com músicos de primeiríssima (algo que não é exclusividade de Governor's Island). Os parques são bem grandes e a ilha está sendo expandida, com mais entulho de obras.

Há um forte do século 19 de onde se tem uma das melhores vistas do skyline de NYC.

O ferry custa US$ 2.00 por pessoa e demora uns 10 minutos pra chegar lá.

Voltando de lá, fomos para o East Village e Harlem. Tomamos um café em um bar cubano típico. Café bom, mas sem ar condicionado.

Café cubano - dia quente e aer condicionado desligado.

Máquina de vender porcarias pras crianças

Decoração em pastilhas, do metrô linha 6, Estação 102nd St.
No Harlem, na Lexington Ave., as lojas são de 3 tipos: cafés, cabeleireiros e barbeiros...

Play-ground e quadra esportiva de uma escola pública do Harlem.
Dali fomos para o Empire State, ainda naquelas de usar o City Pass. Valeu a pena. A visita é instrutivíssima. Há os detalhes da obra do edifício e curiosidades sobre o prédio. Ele foi construído no prazo de 11 meses. Sim, isto mesmo. 11 meses.

Ao contrário de certas estações do metrô de Sampa, que foram inauguradas várias vezes mas nunca entraram em funcionamento, ele foi ENTREGUE 11 meses após o início das obras, que começaram 6 meses após o crack da bolsa de NYC.

Detalhe do terraço do 86o. andar do Empire State
Bike perto do Empire State

Sorvete de chá Earl Grey, de uma loja de chá na 5a x 34th - um dos melhores que já tomei! O espresso é muito bom, também!
De lá, voltamos pro hotel, passando pelo West Village, bairro boêmio, assim como o Chelsea, onde estamos hospedados.

Boteco embaixo, cartomante em cima - não precisa de cartaz colado em poste, aqui eles usam neon...

Loja de rua na 8th Ave.

Uma cartomante em cima e uma loja de arte digital embaixo


Barbearia em Chelsea
Pra quem gosta de uma vida noturna agitada, pode ir pra lá que não vai se arrepender. Aqui também ficam nosso café favorito e pizza favorita da viagem. Mais sobre isto em outro post.


22 de julho de 2015

Statue of Liberty, Ellis Island e Rockefeller Center - 16/07/15

Usando aquele raciocínio bem simplista "já-que-comprei-vou-usar", começamos a "queimar" o NYC Pass.

Mas não foi nenhum sacrifício - NYC tem muita coisa boa e as que estão na tal promoção têm, sim, uma alta qualidade. Americanos são extremamente profissionais - até o Disney World deu certo, né?

Hoje pela manhã pegamos o tour que vai para a Estátua da Liberdade e Ellis Island. A primeira dispensa apresentações. A segunda recebeu, até 1954, o pessoal que chegava por mar para imigrar para os States.

O barco - melhor dizendo, um ferry - sai lotado, e turista é turista em qualquer lugar: selfies, aquele ar de piquenique, muita baderna, enfim, um burlesco muito divertido.

Miguelito acompanhando o irmão e a mãe
 Nesta época, então, que a criançada está em pleno gozo de férias, tanto no Brasil quanto alhures, a coisa fica ainda mais divertida.
Como fotografar a Estátua da Liberdade a uns 2 km de distãncia com o seu iPhone
 O importante, claro, é participar e dizer pra todos os seus amigos no Face onde é que você estava, humilhando os que ficaram em casa.

Aposto que é descasado e sobrou pra ele levar a pimpolha em programa de índio - que nos desculpem as minorias
 Pose de família é algo muito bom, também.
Família unida
O dia estava lindo e quente, a estátua brilhava com todo seu esplendor verde-cobre. Mas ficamos lá pouco tempo, tínhamos mais interesse em Ellis Island. Gostamos de História e não iríamos perder o que Ellis iria nos mostrar.

Só pra lembrar, temos o Museu do Imigrante, no Brás e que, ouso dizer, com um nível quase tão bom quanto este (acho que até melhor, haja vista que os americanos têm grana pra isto e nós não). Estivemos no museu do Brás por duas vezes - e agora eles têm um intercâmbio com este museu de Ellis Island, mostrando no Brás muita coisa de Ellis e vice-versa.
No saguão do museu
 Fica difícil de explicar tudo o que tem lá. Vimos muita coisa bacana, verdadeiramente emocionante.
Janela do edifício principal

O saguão, onde os imigrantes chegavam para uma primeira triagem

Está muito bem conservado - melhor que ver o Pateta na Disney
Muito nos foi explicado pelo Mark St. John, guarda-parque de origem irlandesa. Um cara muito legal e que tem prazer em fazer o que faz. Procurem-no se forem lá.

Taí um cara legal, o Mark St. John - profissional ao extremo e que gosta do que faz

Voltamos para Manhattan e fomos para o Rockefeller Center. Já havíamos estado lá em 2012, voltamos para conferir. Continua divertidíssimo.


Adoro turistas!

As pessoas são o que fazem um lugar ser bacana ou não, em minha opinião. E aqui não é diferente. Aqui elas são divertidíssimas!

Conferindo a Big Apple lá de cima. Ainda bem que tem vidro temperado entre eles e a cidade...


Um jeito Cartier-Bresson de ser...
Inspirado por estas cenas animadoras, resolvi mostrar a todos como se deve fazer um selfie. Aqui vai.

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