28 de setembro de 2010

Farmington, NM - Monument Valley, UT e AZ - Page, AZ

Saímos de Farmington o mais cedo possível. Tomamos um café rápido da cafeteira do Motel 6 e seguimos para o MacDonalds de Shiprock, 30 milhas a oeste de Farmington e umas 100 milhas antes de Monument Valley.
Como dissemos anteriormente, Farmington é uma cidade muito ruim, cheia de caminhões e sem nenhum atrativo. Shiprock consegue ser pior. O Mac de lá foi, de longe, o pior de toda a viagem (sim, é possível comparar MacDonalds!!!).

Nas duas cidades se vê um sem número de semáforos e até algumas lombadas. Também não faltam avisos do tipo "cuidado com nossas crianças". Dá pra ficar pensando numa relação estreita entre falta de cultura, pobreza, violência no trânsito e outras coisas. São as mais feias cidades que visitamos... as únicas com tantos problemas com o trânsito!

Aliás, há uma certa relação entre trânsito violento e fiscalização. Lá na faculdade, em minhas aulas de direito constitucional, o grande professor Claudio Lembo ensinava que "quanto mais afastado e ausente o Estado estiver de sua vida, melhor será para você!". É a mais pura verdade em relação ao trânsito: nos estados americanos em que não é obrigatório o uso do capacete o trânsito é MUITO melhor. A diferença é sensível, podem acreditar!

Saindo de Shiprock voltamos ao Arizona, onde a estrada e o ambiente melhoram muito. Depois, entramos em Utah. Utah detém 95% do Monument Valley, os outros 5% ficam no Arizona. Depois, seguimos para Bluff, pequena cidade nos limites do Monument Valley e onde começa a US 163, rota turística que corta o parque nacional.

Bluff é uma cidade quase que totalmente indígena. Fomos até lá para abastecer antes de começar a visita ao Monument Valley propriamente dito. Paramos num dos postos do vilarejo (há dois lá) e havia diversos turistas, entre os quais uma família de italianos (sempre praguejando, muito engraçados - devem ter pedido a pizza da loja de conveniência índia, por isto praguejavam) e um alemão, que viajava sozinho em uma Heritage visitando vários parques nacionais.

Kokopelli Inn em Bluff - Kokopelli é um curandeiro mítico dos índios da região
As motos no posto de gasolina em Bluff, UT
A loja índia, como todas as lojas de conveniência da estrada, possuía mais variedade de produtos que qualquer supermercado bom de Sampa. No rádio, um locutor falava na língua deles e tocavam músicas indígenas, com tambores e tudo. As donas, claro, eram índias e nos atenderam muito bem.

Comemos, abastecemos e fomos para o parque nacional de Monument Valley. É difícil descrever a sensação que temos ao avistar as primeiras formações. Paramos no acostamento, descemos das motos e fomos fotografar. A Jackie ainda ficou pasma alguns minutos, sem poder reagir. Mesma sensação que tivemos no Vallez Caldera.

Jackie, com as mãos na cintura e pasma com a beleza do lugar
Certamente valeu a pena escolhermos esta rota. A paisagem é belíssima, indescritível mesmo. Não foi à toa que Forrest Gump parou de correr aqui...



A estrada na chegada a Monument Valley
Um dos "Mexican Hat" do local
Uma das várias formações rochosas
O Valley of the Gods, antes das formações principais
As formações principais à distância
As formações principais, vistas do Valley of the Gods - deslumbrantes!
Aqui Forrest Gump parou de correr... mas nós seguimos adiante!
Pode-se ficar olhando o dia todo...
Uma das formações principais
Vista lateral da mesma formação
Rodamos por aqui por várias horas, aproveitando os vários aspectos da paisagem. Foi ficando tarde e seguimos para Page, via Kayenta. Pensávamos, inicialmente, em dormir em Kayenta, mas é um lugar inóspito e pouco hospitaleiro, apesar de se auto-denominar a porta do Monument Valley. Resolvemos seguir adiante para Page.

Indo para Page - descanso à beira da estrada, aproveitando a paisagem
As estradas em Utah, bem remendadas... melhoram bem no Arizona
O por-do-sol, a algumas milhas de Page
Mais uma parada no acostamento, a paisagem exige
Chegamos no começo da noite - pra variar - e fomos para o Motel 6. Esta unidade é uma das mais modernas da rede e é excelente, um pouco diferente das normais. Os quartos são maiores e oferece mais serviços do que a maioria das outras unidades.

Jantamos em um restaurante que é ítalo-mexicano. Estava demorando... A comida foi muito boa, apesar do preço ter sido mais alto que o normal. Page fica às margens do Lago Powell e é um centro regional de náutica, esqui e outras atividades aquáticas. Como todo balneário, tem preços mais altos.

281 milhas, de leste para oeste.

5 comentários:

  1. Que Lugar maravilhoso!
    Uma foto mais linda do que a outra!
    Ta ai um dos grandes motivos que nos fazem impulsionar em cruzar a rota 66!
    Parabens a vcs que atravez dessas lindas fotos trazem a realidade dos nossos sonhos mais sonhados!

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  2. O video ta D+++++
    Fiquei sem palavras quando assisti,e com ou sem a permissão de vcs vou colocar ele nos meus videos preferidos no meu orkut!!!
    Abraço pra vcs!

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  3. Permissão concedida :-)

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  4. Valeu, garoto, obrigado pelas palavras!

    []s e continue acompanhando o blog.

    Carlão

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  5. É impressionante como muitos americanos não entendem como os turistas gostam tanto da Rota 66. Deve ser muito desapego com seu patrimônio cultural e coisas do gênero. Cruzar toda essa rodovia, conhecendo as cervejas e cervejarias no caminho é uma das minhas metas para meu blog, mas não posso negar que dividirei meu tempo apreciando as belezas naturais do caminho. Parabéns pelo post e por todos os outros posts. Abraços.

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